Covid: Criciumense é o primeiro profissional da imprensa a ser vacinado




Criciúma/ Estados Unidos

O principal pedido de muitas pessoas: a vacina contra o coronavírus. Embora esteja um pouco distante da realidade de muitos, outros mundo afora comemoram a vacinação que serve como sinal de esperança, recomeço e normalidade. Fábio Amador, criciumense que mora há 17 anos de Massachusetts, nos Estados Unidos, foi o primeiro profissional da imprensa no mundo todo a receber a dose contra a doença, no dia 30 de dezembro.



São eles que levam informação, conteúdo de qualidade e mantêm a população bem informada. Apesar disso, os jornalistas e profissionais de comunicação não estão inclusos nos grupos prioritários a receberem a vacina. “Eu estou na área de jornalismo há mais de 30 anos. Comecei muito jovem na cidade de Criciúma e nunca mais parei. Sou repórter cinematográfico e estou nos Estados Unidos desde 2003. Depois que chegou o problema da Covid-19, eu comecei a ficar preocupado e sempre tendo isso na cabeça: tenho que achar uma maneira de me vacinar assim que surgir a vacina”, conta Amador.


Durante uma reportagem em um município vizinho, Central Falls, na costa leste americana, a surpresa veio. “Eu fui a uma cidade onde estava sendo vacinados policiais, médicos, enfermeiras e operadores de ambulâncias. Eu estava conversando com a secretária de Saúde e a prefeita, e perguntei por que não poderia me qualificar como na linha de frente, sendo que todos os dias estou exposto à Covid, entrevistando pessoas na rua, sempre tomando os cuidados”, conta Amador.


Em um pedido sem pretensão de ser realmente atendido, o criciumense foi surpreendido. “Ela me disse, ‘você se qualifica, vamos preencher os papeis e você será vacinado’ e eu vacinei. Preenchi todos os documentos, recebi o cartão de vacinação, no dia 27 de janeiro faço a segunda dose e estarei imune ao coronavírus”, acrescenta o repórter cinematográfico da NBC Boston e Telemundo.


Amador recebeu a primeira dose da vacina Moderna, fabricada pela Pfizer, em Providence – Rhode Island. Para ser imunizado efetivamente, o cinegrafista deverá tomar a segunda dose. “Estou super feliz, não tive nenhum tipo de reação, tive dorzinhas, por um ou dois dias no local onde foi aplicada, uma dorzinha de cabeça, mas estou super bem. O que mais quero é ter a segunda vacina, poder ir ao Brasil, visitar as praias de Santa Catarina, Rincão e a minha família, que é do bairro Próspera, estando seguro de que eu não vou contrair essa doença”, celebra.


Vacinação repercute

O profissional ainda reflete que muitos companheiros de trabalho estão expostos diariamente ao vírus, fato que deveria ser levado em consideração quanto à inclusão dos comunicadores nos grupos prioritários. “Sendo o primeiro profissional de imprensa, eu como repórter cinematográfico, qualificado também como jornalista, abriu um leque aqui nos Estados Unidos, para colocar esses profissionais da área de comunicação como prioridade da vacina. Isso está sendo bastante repercutido, me sinto muito orgulhoso, foi uma sorte, estou feliz”, ressalta.

Pedido à Fenaj


Com a situação, Amador enfatiza o pedido à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) para que os jornalistas estejam nos grupos beneficiados prioritariamente com a vacina. “Que o sindicato se pronuncie sobre isso e que trate de colocar nós, como profissionais de jornalismo, na linha de frente para poder ser vacinado primeiro, a gente está sendo exposto diariamente. Talvez o sindicato possa resolver isso”, finaliza.


Fonte: TNSUL

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