“Ela era o tesouro da vida dele”, diz tia de policial morto pela filha em SC



“Ela era o tesouro da vida dele. Ele sempre me dizia: ‘eu dou tudo que tenho, mas não dou minha filha’”. Assim descreveu a madrinha e tia do agente da Polícia Civil, Neife Werlang, de 46 anos, morto em São Miguel do Oeste, sobre a relação entre pai e filha. A menina, de 12 anos, é suspeita de matar o policial com a ajuda de uma amiga, de 13 anos.

Ainda perplexa com o ocorrido, Lucia Werlang Peiter afirmou que a relação entre os dois era de muito amor e amizade. “Quem ama cuida, protege e corrige. E era isso que Neife fazia com a sua filha. Ele jamais maltratou, bateu ou foi carrasco com ela”, lembrou em entrevista à Rede Peperi.

Lucia recordou os bons momentos vividos ao lado da adolescente. “É uma neta que eu ainda não tenho. Ela me amava. Inclusive, tenho os desenhos que ela fez, me colocando ao lado. Uma menina meiga, querida e amiga. Muito brincalhona”, disse a tia, sem ainda entender o que aconteceu na noite do crime.

Para ela, Neife “era seu filho do coração”. “Ele era aquela pessoa que quando todo mundo te abandonava e te condenava, ele chegava e dizia: tia, eu estou aqui”.


Ninguém acreditou 

Devido à boa relação da adolescente com a família, Lucia relatou não entender o que motivou o crime. “Quando chegou a informação, pensamos que ele tinha sido assassinado por alguém que queria uma vingança”, comentou.

Lucia acredita que o sobrinho entrou em uma emboscada, pois confiava muito na filha. “Jamais imaginava que a pessoa que ele mais amou na vida fosse lhe tirar a vida. Eu penso que ele levou uma surpresa tão grande que não conseguiu se defender”, lamentou.



(Com informações ND)

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