Motorista diz que: “achou que tinha batido em um objeto”, o mesmo deverá responder por homicídio culposo



O acidente de trânsito que vitimou o trabalhador Anderson Araújo Burato, de 30 anos, na noite da última quarta-feira, no bairro Demboski, em Criciúma, segue repercutindo e causando comoção.

O motorista da camionete Amarok, que atingiu a vítima, já foi ouvido pelo delegado Carlos Emílio da Silva, da 1ª Delegacia de Criciúma, que preside o inquérito policial.

Em depoimento, ele informou que não teria visto "no que bateu".

“Usou o termo objeto, ‘bateu no objeto’, disse. Que não viu o que era. Que após o acidente tentou procurar no que teria batido e, como não encontrou, retornou para casa, ligou para o irmão e, junto com o irmão, em um outro veículo, teria retornado ao local dos fatos onde então constataram o que tinha ocorrido”, relatou a autoridade policial.

O delegado então indagou o porquê de ele não ter se aproveitado da ocasião e se apresentado às autoridades que estavam no local.

“Ele disse que teria se apavorado e tal voltando então para a residência e optando por se apresentar com o advogado posteriormente”, complementou.

Devido à situação, não foi possível fazer o teste do bafômetro. O condutor relatou que estava levando uma encomenda a um colega de trabalho. O delegado aguarda o resultado dos laudos periciais e deverá indicia-lo por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) e analisa a possibilidade de omissão de socorro.

Anderson havia adquirido a motoneta apenas cinco horas antes do acidente fatal e, após a colisão, chegou a ser arremessado a 50 metros do local do impacto.

“Ele estava indo para o trabalho naquele momento. Os pais falaram que ele havia comprado o veículo para trabalhar com o objetivo de economizar no combustível”, lembrou o delegado.

Anderson deixa dois filhos pequenos, esposa, amigos e familiares enlutados.

Por conta de mais uma vítima na condição de ciclista, um grupo de manifestantes promoveu uma ação na noite de quinta-feira, com início na Rua da Gente, pedindo melhores condições aos usuários do meio de transporte.

(Fonte: OCP)


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