'Pode ter sido por engano' diz familiares de homem morto a tiros no bairro Dagostin



A família de Marcelo Botelho Martins, de 48 anos, morto com três disparos de arma de fogo na cabeça no último domingo, na rodovia Luiz Rosso bairro Dagostin, está tentando buscar explicações para o assassinato. Morador do bairro Santo Antônio, ele não possuía antecedentes criminais e trabalhava em uma cerâmica há mais de dois anos. Ele foi morto ao sair do trabalho por volta das 21h20, por dois homens em uma motocicleta. 

“Queremos divulgar o caso, pois não pode ser esquecido. Ele nunca teve passagens pela polícia. Dois homens passaram e atiraram contra ele. Estamos desestabilizados, ele era uma pessoa boa”, afirmou a cunhada da vítima, Priscila Andreia Silvério, de 41 anos.

Conforme Priscila, Marcelo morava com a mãe de 82 anos. “Antes de trabalhar nesta cerâmica, ele atuou por 16 anos em outra empresa de Tijucas (SC). Não tinha filhos e também não era casado. Atualmente ele não estava se relacionando com ninguém. Nós sepultamos ele na noite dessa segunda-feira, mas ainda não conseguimos acreditar”, relatou. 

A cunhada da vítima revela que a família acredita que o assinato tenha sido por engano. “Não sabemos se ele tinha problemas dentro do trabalho, mas a gente quer acreditar que pode ter sido por engano. Queremos divulgar este caso, pois precisamos de uma resposta”, comentou. 

Marcelo deixou cinco irmãos e a mãe de 82 anos. “Ele era muito família, padrinho da minha filha. Nas festas da família, ele sempre esteve presente. Ele morava com minha sogra e fazia companhia diária para ela, é inacreditável”, confessa. 

Polícia Civil investiga caso 

A Polícia Civil esteve no local ainda no domingo e iniciou as investigações. Em entrevista, o delegado André Milanese, responsável pelo caso, informou que testemunhas foram escutadas ainda no local do crime. “Ainda não há motivação, estamos investigando o caso”, pontuou. 


(A reportagem é de Rafaela Custódio do Engeplus)


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